Prompts para desenvolvimento web: 5 para a entrega

Prompts para desenvolvimento web: 5 para a entrega

Resposta rápida

A entrega de um site trava com mais frequência por texto do que por código: requisitos que ninguém escreveu, estrutura de URL indefinida, política de privacidade pendente, schema ausente e copy de landing que o cliente adia. Este artigo traz cinco prompts para essa faixa, todos construídos sobre a mesma fronteira — o prompt fornece dado bruto e proibições explícitas, e o modelo devolve estrutura. Onde falta informação, a instrução é marcar como pendência em vez de preencher.

  • Requisito só vale se for verificável; o que a conversa não define vira pendência com data, não valor inventado.
  • Estrutura de URL é decisão cara de desfazer — em migração, exija o mapa DE→PARA das URLs atuais.
  • A política de privacidade sai como rascunho, com trechos legais marcados para revisão de advogado.
  • Schema só marca o que está visível na página; markup de dado ausente causa ação manual do Google.
  • Na landing, benefício sem prova correspondente é cortado em vez de virar promessa genérica.
Formato5 prompts para a entrega de site
PúblicoFreelancer de site, agência, estúdio de web
FerramentasChatGPT, Claude ou Gemini
Entrada necessáriaConversa do cliente, sitemap e lista de rastreadores
Acervo linkado153 prompts de desenvolvimento web

O site não atrasa por causa de código

Quem entrega site sabe: o layout fecha, o tema fica pronto, o formulário envia. Aí o projeto para. Falta o texto dos requisitos que ninguém escreveu, falta a política de privacidade, falta decidir como as URLs vão ficar, falta a copy da landing que o cliente ia mandar “semana que vem”. A entrega escorrega semanas por causa de texto, não de código.

Esse texto tem uma característica boa: é altamente estruturado. Tem forma conhecida, campos obrigatórios e pouca margem para invenção — exatamente o feitio em que um modelo de linguagem rende, desde que você entregue o dado bruto e a restrição. Os cinco prompts abaixo cobrem os pontos onde a entrega costuma travar.

1. Requisitos que cabem numa página

Transforme a conversa abaixo em um documento de requisitos.

O QUE O CLIENTE DISSE: [cole as mensagens/anotações da reunião, cru]
PRAZO E ORÇAMENTO: [o que já está acordado]
O QUE JÁ EXISTE: [site atual, CMS, integrações, quem hospeda]

Entregue: (1) o que o site precisa FAZER, em frases verificáveis;
(2) o que está fora deste projeto, listado explicitamente;
(3) as decisões que ainda dependem do cliente, com a data em que
cada uma trava o cronograma se não for tomada.

Regras: nada de "moderno", "clean", "intuitivo" — só requisito que
alguém consegue testar depois. Se a conversa não define algo,
liste como pendência, não invente o valor.

O bloco 3 é o que salva o cronograma. A maioria dos atrasos não vem de tarefa mal estimada: vem de decisão do cliente que ficou sem dono e sem data. Variações em prompts para escrever requisitos de projeto.

2. Estrutura de URL: a decisão que você não desfaz

Slug é das poucas coisas do projeto que custa caro mudar depois — cada alteração vira redirect, e redirect esquecido vira 404 indexado.

Proponha a estrutura de URLs para o site abaixo.

NEGÓCIO: [o que vende, para quem]
PÁGINAS E SEÇÕES: [lista do sitemap, mesmo bagunçada]
O QUE JÁ ESTÁ NO AR: [URLs atuais, se houver migração]

Entregue: (1) o padrão de URL por tipo de página, com exemplo real;
(2) onde usar categoria na URL e onde não usar, com o motivo;
(3) se houver migração, o mapa DE→PARA das URLs atuais.

Regras: sem data na URL de página institucional. Sem palavra de
navegação ("home", "index", "pagina"). Cada slug precisa fazer
sentido lido sozinho, fora do site.

O item 3 é o que evita o buraco clássico da migração: o site novo sobe bonito e o tráfego some porque cinquenta URLs antigas caíram em 404. Base em prompts para estrutura de URL do site.

3. Política de privacidade sem copiar a do concorrente

Escreva um rascunho de política de privacidade para o site abaixo.

O QUE O SITE COLETA: [formulários, cookies, analytics, pixel,
chat, checkout — liste tudo, inclusive o que é de terceiro]
PARA QUE USA CADA DADO: [contato, remarketing, entrega, suporte]
COM QUEM COMPARTILHA: [Google, Meta, gateway, CRM, e-mail]
ONDE FICA HOSPEDADO: [país/provedor]

Estruture por finalidade: cada dado coletado aparece junto do
motivo, do prazo de guarda e de com quem é compartilhado.

Regras: não escreva sobre coleta que eu não listei. Marque como
[VERIFICAR COM ADVOGADO] qualquer trecho que afirme obrigação
legal específica.

Isso gera um rascunho, não uma peça jurídica — e a diferença importa, porque política de privacidade errada é exposição real, não detalhe de conformidade. O ganho aqui é outro: o levantamento do que o site coleta costuma revelar dois ou três rastreadores que ninguém lembrava de ter instalado. Ponto de partida em prompts para política de privacidade do site.

4. Schema: o markup que ninguém escreve à mão

Gere a marcação de schema.org (JSON-LD) para a página abaixo.

TIPO DE PÁGINA: [institucional, produto, artigo, serviço local...]
CONTEÚDO REAL DA PÁGINA: [cole o texto]
DADOS DA EMPRESA: [nome, endereço, telefone, horário, redes]

Entregue o JSON-LD pronto para colar, e depois uma lista das
propriedades que ficaram vazias e por quê.

Regras: só marque o que EXISTE visível na página. Nada de nota,
avaliação ou preço que não esteja no conteúdo colado — markup de
coisa que não está na página é motivo de ação manual do Google.

A regra final não é preciosismo: marcar avaliação que não aparece na página é uma das causas mais comuns de perda de rich result. Se o assunto interessa, vale ler também como preparar o site para o Discover.

5. A copy da landing que o cliente ia mandar

Escreva a copy da landing page abaixo.

OFERTA: [o que é, quanto custa, o que acontece depois do clique]
PÚBLICO: [quem é, o que já tentou antes, do que desconfia]
PROVA QUE TEMOS: [números, casos, tempo de mercado — só o real]
CONCORRENTE: [o que ele promete]

Entregue: título, subtítulo, 3 blocos de benefício ancorados em
prova, tratamento das 3 objeções mais prováveis, e o CTA.

Regras: nenhum benefício sem a prova correspondente da lista.
Se faltar prova para um bloco, deixe o bloco de fora em vez de
escrever promessa genérica.

Essa restrição — benefício só com prova — é o que separa landing que converte de landing que soa igual a todas as outras. E resolve o problema real: o cliente não mandava o texto porque não sabia o que escrever, não porque estava sem tempo. Mais em prompts para cópia de página de destino e em prompts para marcação de esquema.

A linha que não dá para terceirizar

Repare no padrão dos cinco: você entrega dado bruto e proibição, o modelo devolve estrutura. Nenhum pede que ele decida por você, invente número ou afirme obrigação legal. Onde falta informação, a instrução é sempre a mesma — marcar como pendência, não preencher.

É a mesma disciplina que vale do outro lado do projeto, no texto que fica entre a agência e o cliente. A máquina escreve rápido; quem assina a entrega continua sendo você.

Perguntas frequentes

Dá para usar o rascunho de política de privacidade sem advogado?

Não como peça final. O prompt entrega um levantamento organizado do que o site coleta, para que usa e com quem compartilha — o que já é a parte mais trabalhosa. A instrução pede para marcar como [VERIFICAR COM ADVOGADO] qualquer trecho que afirme obrigação legal específica, justamente porque política errada é exposição real, não detalhe de conformidade.

Por que decidir a estrutura de URL tão cedo?

Porque é uma das poucas decisões do projeto que custa caro desfazer. Depois que a URL está indexada, mudar exige redirect, e redirect esquecido vira 404 indexado — o buraco clássico de migração, em que o site novo sobe bonito e o tráfego some. Definir o padrão antes de criar as páginas custa uma hora; corrigir depois custa uma semana.

O modelo pode gerar schema errado?

Pode, e o erro mais comum é marcar o que não existe na página: nota, avaliação ou preço que o conteúdo não mostra. Por isso o prompt proíbe isso explicitamente e pede a lista das propriedades vazias. Depois de colar, valide na ferramenta de teste de resultados aprimorados do Google antes de considerar pronto.

Esses prompts servem para site em WordPress especificamente?

Servem para qualquer stack, porque tratam de texto e de decisão de projeto, não de implementação. No WordPress, três deles caem direto em campos que você já preenche: a estrutura de URL nos permalinks, o schema no plugin de SEO e a política de privacidade na página que o próprio núcleo sugere criar.