Prompts para proposta comercial: 5 do preço ao resultado

Prompts para proposta comercial: 5 do preço ao resultado

Resposta rápida

Proposta comercial é lida por quem não estava na reunião e, juridicamente, obriga quem a fez — o artigo 427 do Código Civil diz que a proposta de contrato vincula o proponente, salvo o que resulte dos seus termos. Este artigo traz cinco prompts para o arco inteiro: estrutura e escopo, seção de investimento, carta de apresentação, checklist de revisão e análise de ganhou/perdeu. A regra que atravessa os cinco é restritiva: o modelo não inventa preço, não inventa prazo e não afirma capacidade de entrega.

  • Abra pelo problema do cliente, com as palavras dele; portfólio vem depois.
  • Preço é seção: valor, o que cobre, o que muda o escopo e até quando vale.
  • A carta de apresentação é para quem decide e não foi à reunião — uma página.
  • A revisão pega incoerência (valor, nome, prazo), que é o que derruba proposta.
  • Pergunte também a quem aprovou: é quem sabe qual trecho fechou a decisão.
Formato5 prompts para o ciclo da proposta
PúblicoVendas B2B, agência, freelancer, fundador
FerramentasChatGPT, Claude ou Gemini
Entrada necessáriaTabela de preços, prazos reais e notas da reunião
Proibição centralNão inventa preço, prazo nem capacidade

A proposta é lida sem você na sala

Quem escreve proposta escreve pensando na conversa que acabou de ter. Quem decide quase nunca estava nessa conversa — é o sócio, o financeiro, o chefe de quem te chamou. O documento viaja sozinho, e tudo que dependia do seu tom de voz some no caminho.

E tem o detalhe que quase ninguém trata como detalhe: proposta não é opinião, é compromisso. O artigo 427 do Código Civil diz que a proposta de contrato obriga quem a fez, salvo o que resulte dos seus termos, da natureza do negócio ou das circunstâncias. Ou seja: validade e a lista do que não está incluído são a parte que te protege, não o rodapé.

Daí a regra que atravessa os cinco prompts abaixo: o modelo não inventa preço, não inventa prazo e não afirma capacidade de entrega. O que você não colou sai como pendência marcada.

1. Primeiro o problema dele, depois você

Estruture o conteúdo da proposta abaixo.

CLIENTE: [empresa, quem me chamou, quem decide]
O QUE ELE DISSE NA REUNIÃO: [cole suas notas, sem editar]
O QUE EU VOU ENTREGAR: [itens, com prazo de cada um]
O QUE ESTÁ FORA DO ESCOPO: [liste]

Entregue: (1) o entendimento do problema, escrito com as palavras
que o CLIENTE usou; (2) o escopo item a item, cada um com
entregável verificável; (3) a lista do que NÃO está incluído;
(4) o que eu preciso receber dele para começar, e até quando.

Regras: não adicione entregável fora da minha lista nem prometa
prazo que eu não escrevi. Faltando dado, marque [CONFERIR].

O item 1 separa proposta de portfólio: quem lê quer se reconhecer na primeira página, e a sua trajetória interessa depois. O item 4 evita o projeto que atrasa por culpa do cliente e leva a fama de atrasado pra você. Variações em prompts para estruturar conteúdo de propostas.

2. Preço é uma seção, não um número

Escreva a seção de investimento da proposta.

MINHA TABELA: [valores, condições e formas de pagamento]
ESCOPO DESTA PROPOSTA: [cole o que ficou definido acima]
O QUE MUDA O PREÇO: [volume, urgência, retrabalho, escopo novo]
VALIDADE: [dias]

Entregue: (1) o valor junto do que ele cobre; (2) as formas de
pagamento; (3) como funciona um pedido de mudança de escopo depois
de aprovado; (4) a validade, em uma frase clara.

Regra: use SOMENTE os valores da minha tabela. É proibido estimar,
arredondar ou sugerir desconto. Item sem preço sai como
[VALOR A DEFINIR].

Número solto convida à comparação por número. Valor acompanhado do que cobre, do que muda se o escopo mudar e de até quando vale altera o que está sendo comparado. A proibição de arredondar não é preciosismo: preço plausível gerado por engano vira valor cobrado, e isso não se corrige com errata. Ponto de partida em prompts para elaboração de propostas de preços.

3. A carta de apresentação é para quem não estava lá

Escreva a carta de apresentação que abre a proposta.

PARA QUEM VAI: [cargo de quem decide, e se participou ou não]
PROBLEMA, EM UMA FRASE: [do jeito que o cliente descreveu]
O QUE PROPONHO, EM UMA FRASE: [sem jargão]
PRÓXIMO PASSO: [o que eu quero que aconteça]

Entregue: (1) uma página, no máximo; (2) problema, proposta, prazo
e valor total já nessa página; (3) o próximo passo como ação
concreta, com data.

Regras: nada de adjetivo sobre nós ('inovadora', 'robusta'), e não
repita o escopo — já está no corpo.

Trate a carta como a única página lida, porque muitas vezes é. Se quem decide não acha ali problema, prazo e valor, a proposta vira arquivo. Base em prompts para cartas de apresentação de propostas.

4. A revisão pega coerência, não argumento

Monte a lista de verificação para revisar esta proposta antes de
enviar e aplique-a ao documento colado.

DOCUMENTO: [cole a proposta inteira]

Entregue: (1) a checklist; (2) o resultado item a item, apontando
o trecho.

Verifique obrigatoriamente: nome do cliente correto em todas as
ocorrências; valor igual no resumo, na tabela e na carta; prazo
coerente com o cronograma; data de validade e lista do que está
fora do escopo presentes; nenhum [CONFERIR] ou [VALOR A DEFINIR]
esquecido.

Regra: aponte a divergência, não a corrija sozinho.

Proposta raramente é perdida por argumento fraco. É perdida por valor que não bate entre a página 1 e a página 6, por nome de outro cliente esquecido no documento reaproveitado, por um marcador de pendência que ninguém tirou. Erro de coerência é onde a leitura mecânica ganha da sua — você lê o que quis escrever. Veja prompts para listas de verificação de revisão de propostas.

5. Perguntar também a quem disse sim

Analise o resultado das propostas abaixo.

PROPOSTAS DO PERÍODO: [cliente, valor, escopo, resultado, motivo
alegado — as ganhas e as perdidas]

Entregue: (1) o que as ganhas têm em comum e o que as perdidas têm
em comum, separando padrão de caso isolado; (2) 4 perguntas para
quem recusou; (3) 3 perguntas para quem aprovou.

Regras: nunca pergunte 'por que perdemos?' — isso convida a
resposta educada 'preço'. Pergunte o que a opção escolhida tinha
que a nossa não tinha, e em que ponto da leitura a decisão já
estava tomada. Não conclua tendência com menos de 5 casos.

A metade esquecida é a segunda: quem ganhou nunca é perguntado — e é quem sabe dizer qual trecho fechou a decisão, informação que quem recusou, por educação, não dá. Mais em prompts para análise de vitórias e derrotas em propostas.

A regra dos cinco

O modelo não inventa preço, não inventa prazo e não afirma capacidade de entrega. Ele organiza, confere coerência e marca o que falta. Num documento que te obriga juridicamente e é lido por quem você nunca viu, a divisão de trabalho é essa: o julgamento é seu, a disciplina é dele.

Se o gargalo ainda é chegar à proposta, o combo de prospecção até o fechamento cobre a etapa anterior, e a indicação de clientes enche o funil sem custo de mídia. Depois do sim, o atrito muda de natureza: está em prompts para o atrito com o cliente.

Perguntas frequentes

Posso pedir para a IA sugerir o preço da proposta?

Não, e o prompt proíbe isso explicitamente. O modelo não conhece seu custo, sua margem, sua capacidade ociosa nem o histórico daquele cliente — ele produz um número plausível, que é a pior categoria de erro, porque parece certo. Item sem preço na sua tabela sai como [VALOR A DEFINIR], e você preenche.

Por que a proposta precisa de data de validade?

Porque proposta não é orçamento informal: o artigo 427 do Código Civil estabelece que a proposta de contrato obriga quem a fez, salvo se o contrário resultar dos seus termos, da natureza do negócio ou das circunstâncias. Dizer até quando o valor vale é justamente colocar isso nos termos. Para contratos de valor relevante, vale a revisão de um advogado.

A lista do que está fora do escopo não afasta o cliente?

Afasta o cliente que ia reclamar depois, o que é bom. Na prática ela funciona como a coluna de preço: quem lê entende o que está comprando e para de preencher as lacunas com a própria imaginação. É também o documento ao qual você recorre quando chega o pedido extra — e chega.

Vale a pena fazer análise de ganhou/perdeu com poucas propostas?

Vale para colher as conversas, não para concluir padrão. Por isso o prompt tem a regra de não afirmar tendência com menos de cinco casos e de declarar quando a amostra é pequena. O valor imediato está nos dois roteiros de perguntas: eles transformam cada resposta, positiva ou negativa, em informação registrada em vez de impressão.